Andrew Kemp
Carybé
04/10/2019 13:12:41
Caixa Cultural recebe a exposição ‘Entre o Aiyê e o Orun’

Os mistérios que existem entre o céu e a terra são o tema da exposição Entre o Aiyê e o Orun, que estreia na Caixa Cultural (Rua Carlos Gomes, 57 – Centro) no dia 10 de outubro, seguindo até 10 de novembro. Num mesmo espaço estarão reunidos trabalhos em técnicas diversas de 14 artistas, em cujas obras as narrativas afro-brasileiras estão fortemente representadas. Pinturas, desenhos, esculturas, fotografias, instalações, vídeos, enfim, as mais variadas expressões, linguagens e técnicas dão forma à exposição. A mostra, que tem entrada franca, poderá ser visitada de terça a domingo, das 9h às 18h.
 
Sob a curadoria de Thais Darzé, fazem parte da mostra expoentes das artes plásticas como Agnaldo dos Santos (1926-1962), Carybé (1911-1997), Mario Cravo Jr. (1923-2018), Mario Cravo Neto (1947-2009), Mestre Didi (1917-2013), Pierre Verger (1902-1996), Rubem Valentim (1922-1991), Ayrson Heráclito, Caetano Dias, Emanoel Araújo, J. Cunha, Jayme Figura, José Adário e Nadia Taquary. “O eixo conceitual da exposição são os mitos da Criação do Mundo na visão afro-brasileira, dessa forma as obras selecionadas transitam por essa poética”, explica Thais.
 
Entre o Aiyê e o Orun tem como objetivo colocar em pauta a produção artística afro-brasileira influenciada pela cosmologia africana, num movimento de reconhecimento e valorização das nossas matrizes culturais. “Um traço em comum entre os artistas dessa mostra é transitarem no território do sagrado, sagrado esse silenciado, velado e perseguido durante séculos. Na visão de mundo afro-brasileira os questionamentos não encontram respostas filosóficas, pois na tradição africana a mitologia conta histórias que narram o início e a razão das coisas. Esses mitos, também chamados de itans dentro do universo cultural afro-brasileiro, formam uma vasta mitologia vinda da África, que criou o modo de ver, vivenciar e sentir o mundo de muitos brasileiros diz a curadora.
 
Através dos trabalhos de nomes reconhecidos internacionalmente, a mostra parte de uma ampla pesquisa que visa à apresentação e ao cruzamento dessas produções, mostrando de que forma são cruciais na trajetória da arte contemporânea afro-brasileira. Além da relevância artística dos trabalhos expostos, ainda se destaca a diversidade de suportes e técnicas apresentadas, exaltando a diversidade da produção artística oriunda da Bahia, berço da cultura africana no Brasil. 
 
Incentivo à Cultura
A CAIXA valoriza amplamente a cultura nacional como ferramenta de inclusão social e reforço do orgulho de ser brasileiro. Nos últimos cinco anos, os espaços culturais da CAIXA contaram com mais de R$ 385 milhões distribuídos em Brasília, Curitiba, Recife, Fortaleza, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro.
 
A CAIXA Cultural Salvador foi inaugurada em 1999 e se situa em prédio datado do século XVII. O espaço já abrigou diversas organizações, como a Casa de Orações dos Jesuítas, e nele já trabalharam personalidades como Glauber Rocha e Lina Bo Bardi. Após ser tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e restaurada pela CAIXA, a Casa hoje oferece ao público duas galerias de arte, um anfiteatro, um salão para espetáculos, uma sala para eventos e uma sala de oficinas.
 
Serviço
Exposição Entre o Aiyê e o Orun
Local: CAIXA Cultural Salvador - Rua Carlos Gomes, 57 - Centro
Abertura: 9 de outubro de 2019, às 19h
Visitação: de 10 de outubro a 10 de dezembro de 2019
Horário: de terça a domingo, das 9h às 18h
Entrada Franca
Classificação indicativa: livre para todos os públicos
Informações: (71) 3421-4200
Patrocínio: CAIXA e Governo Federal
 






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